segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sessões teóricas e práticas na EB1 Queluz nº 2

Na seamana passada a AMES esteve também na EB1 Queluz nº 2 para efectuar as sessões teóricas e práticas do Projecto Hortas Pedagógicas com os 1ºs anos, escola que implementou o Projecto no ano passado.




Todas as turmas tiveram que limpar o seu talhão de ervas daninhas secas e pedras.




Uma das turmas transplantou feijoeiros...

...outras semearam-nos......e todas regaram depois de tapadas as covas.




Parabéns à EB1 Queluz nº 2 pela sua Horta Pedagógica!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sessões práticas na EB1 Casal do Cotão

Esta semana foi a vez da EB1 Casal do Cotão de receber as sessões práticas do Projecto. Para além de limparem o seu talhão, as turmas transplantaram e semearam alguns legumes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sessões Probio

A AMES promove, como associada da Agrobio, as sessões Probio sobre Alimentação Biológica e Saudável nas escolas que implementaram o Projecto Hortas Pedagógicas no ano lectivo passado. Esta parceria tem como objectivo a dinamização e enriquecimento deste Projecto nas escolas que já implementaram uma horta no seu espaço com conceitos biológicos e com o apoio da AMES.


Hoje foi a vez da EB1 Cacém nº 1:

Foram também distribuídas maçãs biológicas pelos alunos e Professores que assistiram às sessões:


Parabéns à EB1 do Cacém nº 1 pela sua Horta Pedagógica!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Sessões práticas na EB1 Agualva nº 3

A AMES esteve ontem na EB1 Agualva nº 3 para realizar as sessões práticas com todas as turma do ensino básico. . . Os alunos dedicaram-se à limpeza dos seus talhões, tendo arrancado as ervas e as pedra que ali se encontravam. As turmas de 4º ano ainda conseguiram semear feijão-verde e alface.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial das Florestas

A AMES esteve presente na acção de sensibilização para a importância da biodiversidade e ecossistemas naturais que decorreu hoje na EB1 das Azenhas do Mar.Na sequência da oferta de adubo orgânico para o efeito, esta acção foi inscrita no Movimento Plantar Portugal, como forma de adesão a esta importante iniciativa.
Mais
aqui.

terça-feira, 15 de março de 2011

Semana da Primavera Biológica

No próximo Sábado, 19 de Março, às 11h00, a AGROBIO inicia a Semana da Primavera Biológica no Mercado Biológico do Jardim de Algés, oferecendo uma pequena hortícola ou aromática a quem quiser começar uma horta biológica.

Serão também realizados mini-workshops com a demonstração de técnicas usadas em horticultura familiar (compostagem, extractos de plantas), mercado de produtores biológicos com provas de produtos frescos e transformados, e mostra e troca de sementes de variedades tradicionais, com a presença da Associação Colher para Semear.

A Semana da Primavera Biológica é uma iniciativa do Movimento Plantar Portugal contando com o apoio da AGROBIO.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sementeiras de Março

Segundo a Agrobio, as sementeiras em Março, para a zona centro do País são: abóbora, alface, alho-porro, beterraba, cebola, chicória, couves, ervilha, espinafres, feijões, melancia, melão, nabiças, nabo, pepino, rabanete, salsa e tomate. Plante alho-porro (semeado em Fevereiro), batata, cebola, couve-portuguesa, couves repolho e lombarda (sementeira de Dezembro) e tomate (semeado em Janeiro).

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Para as hortícolas mais pequenas (ex. cebola, alface, brócolos, couves), a sementeira pode ser feita num tabuleiro e as melhores plantinhas obtidas são depois repicadas para vasos individuais, onde se desenvolvem até à transplantação. A repicagem deve ser feita na altura em que surgem as primeiras folhas verdadeiras (a seguir aos cotilédones, que são parecidos com folhas mas não têm o formato típico das folhas da espécie). Quatro semanas mais tarde as plantas precisam de um pouco de fertilizante, que pode ser chorume de urtiga (1kg plantas inteiras para 10 litros de água, deixar durante 1-2 semanas) ou vermicomposto diluído na razão 1:9 (volume).
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As hortícolas maiores, como o tomateiro, a beringela, a abóbora, o pimento, o melão, o feijão, a ervilha, devem ser semeadas directamente na terra ou em vasos individuais. Atenção às espécies que não toleram bem a manipulação das raízes e devem ser semeadas em vasos biodegradáveis (ver blogue O Quintal Bio).

. Pode ser útil para facilitar a germinação, particularmente para feijões, ervilhas, abóboras, melão e cenouras, imergir as sementes em água morna durante 24 horas antes de as semear. Entre a sementeira em alfobre e a plantação em local definitivo, conte com 6 a 8 semanas para o desenvolvimento das plantinhas. Manter um diário das datas de sementeira, datas de germinação, origem das sementes permitirá, ao longo do tempo, melhorar os métodos de sementeira e identificar sementes com melhor poder germinativo.


Altica Repelente para a altica e a lagarta da couve: infusão de absinto (Artemisia absinthium) (100g / l), pulverizar pura, à tarde.

Lagarta da couve Insecticida para a mosca da couve e a mosca branca: piretro (Tanacetum cinerariifolium) e arruda (Ruta graveolens) - extractos fermentados, preparados separadamente, diluídos a 10%.

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Fonte: O Quintal Bio n.º 3, Agrobio, Março 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Colher Para Semear

A AMES, como associada da Colher Para Semear, recebeu, na sequência da consulta do Catálogo de Variedades 2010, sementes para as novas escolas do Projecto. E elas são: tomate do campo de Évora, feijão-verde manata de Azeitão/Setúbal, pepino verde claro de Luzianes/Odemira, salsa comum e coentros de origem nacional.

Assim, as escolas do Projecto passarão a ser guardiãs destas variedade nacionais, uma vez que a Colher Para Semear - Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais tem como objectivos "inverter a situação actual de contínua perda de biodiversidade genética agrícola, por meio da recolha, cultivo e catalogação das variedades tradicionais ainda existentes; contribuir para o conhecimento do nosso património vegetal; promover o uso de variedades tradicionais em agricultura biológica; estimular o uso de legumes esquecidos, para uma maior diversidade alimentar; defender a segurança alimentar continuando a semear as nossas variedades tradicionais."

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sessões práticas na EB1 das Lopas

Esta semana a AMES deslocou-se à EB1 das Lopas, uma escola que implementou o Projecto no ano lectivo passado, para fazer as sessões da horta pedagógica com as duas turmas de 1º ano.

No talhão estão couves, favas e ervilhas já crescidas, enquanto que a parte por semear foi limpa pela turma da manhã, sendo retirada a erva daninha.



Já a turma da tarde dedicou-se a criar armadilhas para insectos nocivos à horta: água açucarada em recipientes para colocar nos limites do talhão.
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Parabéns à EB1 das Lopas pela sua Horta Pedagógica!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Horta Biológica - mais algumas dicas

Num comentário de um horticultor experimental ao post sobre dicas para uma horta biológica, é dada mais, desta feita, para apanhar moscas:
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"Numa garrafa plástica (pode ser de água) colocar no fundo matéria orgânica em decomposição numa solução liquida, quanto mais mal cheirosa melhor, fechar a garrafa e fazer furinhos à volta, suficientemente largos para caber uma mosca, no fim, pendurar a garrafa. As moscas são atraídas pela matéria orgânica em decomposição e conseguem encontrar os buracos para entrar dentro da garrafa, mas já não conseguem saír e ficam encurraladas, acabando por morrer."
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Fica então mais uma sugestão às escolas que agora se preparam para as sessões práticas do Projecto Hortas Pedagógicas e para as sementeiras de Fevereiro. Outras sugestões poderão ser:
  • Solução de tabaco Dois punhados de folhas secas (200g) ou de pontas de cigarros, fervidos 15 a 20 minutos em 2 litros de água; acrescentar sabão, misturar e deixar arrefecer antes de filtrar; diluir com 5 litros de água e aplicar uma vez por semana. Eficaz contra a broca das hastes do milho, lagartas, afídeos, moscas e gorgulhos, assim como contra carrapatos nos animais.
  • Pimenta-malagueta Picar uma chávena de pimenta-malagueta (cuidado para não esfregar os olhos), acrescente 2 litros de água, deixar de molho na água por dois ou três dias ou ferva por 15 minutos; acrescentar sabão em pó ou lascas de sabão, misturar e filtrar. Aplicar uma vez por semana durante a estação seca. Durante a estação húmida, aplique três vezes por semana. Eficaz contra as lagartas, os afídeos e as formigas.
  • Piretro Secar meio quilo de flores recém abertas, esmigalhe as flores secas, ferver 15 a 20 minutos em 2 litros de água. Acrescentar sabão, misturar e filtrar antes de usar. Eficaz contra os afídeos, as moscas brancas e as cochonilhas.
  • Mamão Juntar 1 kg de folhas de mamoeiro, duas colheres de chá de querosene e deixar de molho em 10 litros de água por três horas. Filtrar e salpicar as plantas. Eficaz contra várias pragas.
  • Cinzas de madeira e de debulho de arroz Juntar as cinzas de debulho de arroz ou madeira queimada (eucalipto e cipreste são as mais eficazes). Salpicar as cinza ao redor das plantas jovens. Continuar a salpicar cinzas novas por duas ou três semanas até que as plantas estejam bem estabelecidas. Outra alternativa é fazer uma vala com 8 a 10 cm de largura ao redor do canteiro inteiro e enchê-la com cinzas. Eficaz contra roscas, caracóis, lesmas e mariposas-do-nabo.

Atenção: muito cuidado ao fazer e usar os pesticidas naturais. Use uma panela velha, que não seja mais usada para cozer alimentos e mantenha-a bem longe das crianças. Use luvas ou sacos de plástico nas mãos. Qualquer planta tratada com os pesticidas naturais devem ser lavadas com água antes de ser usada.

Fonte: Ecodesenvolvimento

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sementeiras de Janeiro e Fevereiro

Com o ano novo e com a chuva menos frequente, há muitas espécies hortícolas que podem ser semeadas na horta: segundo a Agrobio, é altura de alfaces, cenouras, nabos, favas, cebola, couve portuguesa, espinafre, nabiças, nabos, rabanetes, salsa e tomate; já a Urze Biológica acrescenta alho-francês, batatas, beterrabas e abóboras.

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Alface A Lactuca sativa é uma planta hortense utilizada na alimentação humana desde cerca de 500 a.C.. De fácil cultivo, sendo no entanto o seu principal requisito a humidade constante do solo, mas sem estar encharcado; quando semeada em solo definitivo é mais robusta e resistente às pragas, mas ocupa o solo durante muito tempo. Colocar 2 a 3 sementes em pequenas covas com 30 cm de distância entre si e desbastar quando estas tiverem cerca de 4 folhas. Consocia-se bem com cebolas, morangos, aipo, couve, pepino, cenoura e rabanetes.

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Um truque: semear em sulcos de cebola verde apanhada - o composto existente nos sulcos das cebolas alimenta as alfaces e repele os coelhos; no Verão, as alfaces já germinadas precisam de sombra.

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Cenoura Existem mais de 100 variedades diferentes de Daucus carota que variam em tamanho e cor, podendo ser tão pequenas quanto 5 cm e tão grandes quanto 90 cm, e variando de 1 a mais de 5 cm de diâmetro. Em geral, as sementes de cenouras cultivam-se em local definitivo desde o final do Inverno a meados do Outono, a uma profundidade de cerca de 3 a 5 mm, nos meses de Fevereiro a Outubro, em sulcos com 20x10 cm entre si. Desenvolve-se bem quando consociada com alface e tomateiro.

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Um truque: cebolas, alhos-porro, alecrim, absinto e salva actuam como repelentes da mosca da cenoura.

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Fonte: Manual do Professor, AMES, 2009

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As couves, o aipo, a ervilha e o tomate beneficiam-se mutuamente quando consociadas; a salsa dá-se bem na vizinhança do tomate; a abóbora 'aprecia' a vizinhança da ervilha e do feijão; o espinafre dá-se bem junto ao aipo, batata ou couve; o alho dá-se bem com a alface.

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O rabanete repele o escaravelho da batateira; a menta, o rosmaninho, a salva e o tomateiro repelem as lagartas e a traça da couve; as chagas repelem afídeos e a mosca branca; para prevenir a mosca da couve, plante fundo e faça amontoa, espalhe serradura ou cinza entre as plantas, retire os restos de culturas anteriores do terreno e não utilize estrume fresco.

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Fonte: Boletim electrónico Portal Bio nº1, Agrobio, Janeiro 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Preparação da horta #2

No regresso à escola, e enquanto as condições climatéricas não permitem avançar para a horta, o preparo do terreno é um dos factores que contribuem para o êxito da horta. O local deve ser limpo e livre de pedras através da escarificação, amontoa ou capina. Após a sua limpeza, revolve-se a terra com uma enxada para que fique bem fofa e, por fim, emparelha-se o terreno com o ancinho.
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Outras sugestões de actividades para preparar o talhão são:
  • Criação de iscos e barreiras Para se apanharem as moscas brancas, fazer quadrados de cartão com cerca de 30 cm de lado, pintados de laranja ou amarelo brilhante e revestidos com óleo mineral.
  • Película de alumínio Os afídios, cicadelas, escaravelhos do feijão e tripes serão desencorajados quando se espalha uma película de alumínio sobre a terra em redor das plantas, assim como pássaros e pequenos animais.

Fontes: Newcomb, D. , A Horta Familiar – A mini-horta intensiva, Publicações Europa-América 1991

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Preparação da horta

Nesta fase do ano, em que as condições meteorológicas não são as melhores para nos dedicarmos às actividades ao ar livre, propomos algumas actividades que poderão ser realizadas dentro de portas.

Organização da horta De forma a maximizar a motivação das crianças pela criação e manutenção de um espaço hortícola na escola, sugerem-se algumas actividades e medidas de planeamento:
  • Dividir os talhões por legumes e por turmas, por ex: a turma das cenouras, a turma das alfaces, etc;

  • Criação de um espantalho e separação física de talhões durante o período de preparação do terreno através do reaproveitamento de ramos caídos, que poderão ser decorados, para delimitação dos diferentes talhões ou de embalagens PET para recipiente de soluções repelentes de fauna indesejável;

  • Associação à roda dos alimentos: valores nutritivos e recomendações para alimentação saudável;

  • Atribuição da responsabilidade da rega matinal às turmas da manhã e a do final do dia às da tarde; caso sejam duas ou mais turmas, calendarizar as tarefas de forma a tocar a todas;

  • Criação de um calendário de observação para registo do acompanhamento da experiência, de observações e de conclusões feitas pelos alunos;

  • Calendarização das diferentes actividades (sementeira, regas, colheitas,exposições, etc.)

  • Realização de experiências de forma a permitir a percepção da importância dos factores naturais, tais como: plantio de sementes de um legume em três caixas de ovos vazias, onde uma não receberia luzdo sol nem água, a outra receberia luz do sol e não receberia água e a terceira receberia luz do sol e água;

  • Troca de iInformação entre turmas por exposição, palestras ou peças de teatro, uma vez que cada turma se torna “especialista” de determinado legume;

  • Exposição a pais, familiares e amigos de forma a promover a interacção com a comunidade envolvente, p.e. exposição das actividades econhecimentos adquiridos pelos alunos, feira de venda simbólica de excedentes hortícolas, manuais de perguntas frequentes feitas pelas crianças e conclusões às quais a realização da Horta Pedagógica permite chegar, etc.

Fonte: Manual do Professor, 2009.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Manual do Professor

Já está disponível no site da AMES o Manual do Professor para a implementação do Projecto na escola, contendo informação sobre Agricultura Biológica, compostagem e algumas sugestões para actividades relacionadas com a horta.
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Criado para ser distribuído nas escolas do Projecto, a AMES disponibiliza-o a todos os interessados no seu conteúdo, após alguns pedidos para a sua cedência a entidades exteriores, aos quais a AMES respondeu afirmativamente.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Compostagem

A compostagem é um processo em que os microrganismos transformam a matéria orgânica como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo a que se chama composto, o adubo mais antigo e mais natural do mundo, podendo ser feito e usado directamente em cada horta ou jardim. O adubo natural que resulta da compostagem coloca-se directamente na terra da horta (solo) para melhorar a sua qualidade, pois a matéria orgânica que devolve à terra permite que microorganismos defendam o solo de doenças e parasitas.

Razões para compostar
Ao reciclarmos a matéria orgânica e restos de horta, produzimos menos lixo e contribuímos para o aumento da fertilidade dos solos. Sabia que os solos portugueses são muito pobres em matéria orgânica? A compostagem é uma forma de os enriquecer. O produto final – o composto – é um fertilizante natural que melhora a qualidade da terra onde crescem os legumes, evita a erosão, aumenta a quantidade água disponível para os legumes e protege o solo e os legumes de doenças. Assim, ao fazermos compostagem, não precisamos de usar herbicidas e pesticidas, produtos químicos nocivos para a saúde humana e para o ambiente.
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O compostor é o recipiente que recebe o material e onde nascerá o composto. Deve apresentar muitos espaços para a circulação do ar, ter uma rede na base para evitar a entrada de roedores e uma tampa para evitar a entrada em excesso da água quando chove. Pode ser industrial ou artesanal, sendo estes os mais adequados ao propósito da compostagem, sendo os de plástico mais facilmente degradáveis. Actualmente existe uma boa selecção, com grande variedade de escolha que pode ser encontrada em algumas lojas ou centros de jardinagem. Muitas vezes estão disponíveis por encomenda postal. Se não quiser comprar pode construir o seu compostor.

Deve colocar o compostor em cima de terra e não numa superfície impermeabilizada, isto facilitará a drenagem da água e a entrada de microrganismos benéficos do solo para a pilha. Deve ser colocado num local de fácil acessibilidade, protegido do sol, preferencialmente debaixo de um árvore caduca que permita a passagem do sol no Inverno e, no Verão, o proteja do calor excessivo. O recipiente deve também ficar protegido do vento.
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O que colocar no compostor
Podemos colocar no compostor plantas de exterior e de interior, flores murchas e frutas caídas, restos de café e chá com filtros e bolsas, restos de comida como pão, cascas de ovo, cascas de batata, legumes, borras de café, arroz, massa, cascas de fruta e cereais - os chamados "verdes". Também podemos colocar material cortado de árvores, sebes e arbustos: aparas de madeira, serradura, relva e erva seca, ramos pequenos, folhas secas, pequenas quantidades de cinza de madeira, feno e palha - os chamados "castanhos".

O que não colocar no compostor
Não devemos nunca colocar carne, peixe, marisco, lacticínios e gorduras (queijo, manteiga e molhos); excrementos de animais; resíduos de jardim tratados com pesticidas; plantas doentes ou infestadas; cinzas de carvão; ervas daninhas com semente; têxteis, tintas, pilhas, vidro, metal, plástico, medicamentos e produtos químicos.





Como colocar
Na primeira camada, colocar ramos e folhas, de forma a formar um bolsa que permita a passagem de ar. Depois colocar "verdes" e "castanhos" nas camadas seguintes, e terminar com uma camada de folhas. Revolver esta pilha de 3 em 3 dias. Quando o composto parecer e cheirar a terra, está pronto a utilizar.

Sugerimos aqui uma forma de proceder:
· Corte os resíduos castanhos e verdes em bocados pequenos.
· No fundo do compostor coloque aleatoriamente ramos grossos (promovendo o arejamento e impedindo a compactação).
· Adicione uma camada de 5 a 10 cm de castanhos.
· Adicione no máximo uma mão cheia de terra ou composto pronto; esta quantidade conterá microrganismos suficientes para iniciar o processo de compostagem (os próprios resíduos que adicionar também contêm microrganismos); note-se que grandes quantidades de terra adicionadas diminuem o volume útil do compostor e compactam os materiais, o que é indesejável;
· Adicione uma camada de verdes.
· Cubra com outra camada de castanhos.
· Regue cada camada de forma a manter um teor de humidade adequado. Este teor pode ser medido através do "teste da esponja", ou seja, se ao espremer uma pequena quantidade de material da pilha, ficar com a mão húmida mas não a pingar, a humidade é a adequada.
· Repita este processo até obter cerca de 1 m de altura. As camadas podem ser adicionadas todas de uma vez ou à medida que os materiais vão ficando disponíveis.
· A última camada a adicionar deve ser sempre de castanhos, para diminuir os problemas de odores e a proliferação de insectos e outros animais indesejáveis.
Atenção: este processo pode demorar alguns meses, dependendo da atenção do horticultor.

Resolução de problemas
De seguida encontram-se sistematizados alguns dos principais problemas, causas e soluções possíveis num processo de compostagem doméstica.

Fonte: “Manual do Professor”, AMES, 2009

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sessões teóricas nas escolas

Na semana passada decorreram as sessões teóricas do Projecto nas escolas do Pendão, do Casal do Cotão e de Agualva nº 3. Nestas sessões, dirigidas aos alunos, foram abordados os seguintes temas:

O ciclo de vida das árvores

A Agricultura Biológica


Para os mais velhos do 3º e 4º ano foram também abordados os seguintes temas:
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Como se alimentam as árvores
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Compostagem
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Épocas de Sementeira

No quadro seguinte apresentam-se alguns dados relativos a algumas espécies hortícolas, como a época de sementeira, o tempo de germinação e o compasso de plantação, ou seja, o espaço que deve ser dado à planta para crescer.
Fonte: Uma Horta Biológica na Escola - Manual Prático para Alunos, Agrobio, 1998
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Pela tabela, apenas os nabos são recomendados para serem plantados nesta altura do ano.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hortas Pedagógicas 2010/2011

Com o início do ano lectivo, arranca também o Projecto Hortas Pedagógicas, tendo sido visitadas as escolas em lista de espera para implementação ou acompanhamento de uma horta no espaço escolar, através da aplicação de conceitos biológicos.

Assim, e após a análise das condições para a criação de uma horta nas escolas, foram seleccionadas as seguintes:
  • EB23 António Sérgio - turma de ensino especial;

  • EB1/JI Casal do Cotão

  • EB1/JI Pendão

  • EB1 Agualva nº 3

  • EB1/JI Sabugo e Vale de Lobos

  • EB1/JI Massamá nº1
Em lista de espera ficam algumas escolas cujas condições do terreno não permitem ainda avançar com o Projecto.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Explorações de Agricultura Biológica e Quintas Pedagógicas

Em tempo de Verão, as explorações e Quintas Pedagógicas que aplicam conceitos de Agricultura Biológica não entram de férias, pelo que é possível visitá-las mediante contacto prévio. Ficam aqui algumas sugestões:

BIOFRADE

Localização
Aldeia do Casal do Frade, Concelho da Lourinhã
Casal do Frade, 2530-082 Lourinhã

Descrição

Para além da produção de alimentos biológicos esta exploração tem outros objectivos, igualmente importantes, que se traduzem em actividades sociais, culturais e pedagógicas, que podem ser realizadas pelos visitantes.

Contactos
António Gomes
Tel: 261 423 981 Fax: 261 412 231

Visitas de estudo
Engº Vítor Gomes
TM: 919 380 658

E-mail:
biofrade@hotmail.com
URL: http://www.biofrade.com

CASAL DOS PLANETAS

Localização Casal dos Planetas, Concelho de Vila Franca de Xira, 2600-602 Castanheira do Ribatejo

Contacto
Marina Pereira
TM: 917 270 692
Fax: 21 411 29 06

Descrição
A actividade desenvolvida no Casal dos Planetas iniciou-se com a produção de diversas frutas certificadas em 1994, tendo vindo a evoluir para uma diversificação que hoje engloba igualmente a produção vinícola e pecuária.

Outras informações
Visitas de estudo sob marcação prévia, essencialmente no período de Primavera/Verão.


MARIA DA CONCEIÇÃO SILVA ALVES

Localização
Localidade de Cambelas, Concelho de Torres Vedras
2560-192 São Pedro da Cadeira

Contacto
Germano Tel: 261 857 601

Descrição
Esta agricultora deu início à sua actividade por volta de 1985. Em terras que pertenciam à geração anterior, o seu marido foi um dos pioneiros da Agricultura Biológica em Portugal, enfrentando todas as dificuldades inerentes a esse estatuto e adquirindo, por seu lado, uma experiência bastante interessante.


Outras informações
Visitas: Sim. Horários a combinar, através de contacto prévio.


QUINTA DO RIO TOURO

Localização
Quinta do Rio Touro, AZÓIA, CABO DA ROCACOLARES, 2705.001 SINTRA

Contactos
Maria Gabriela e Fernando Reino
Tel. 21 929 28 62Fax 21 929 23 60
www.quinta-riotouro.cominfo@quinta-riotouro.com

Descrição
A Quinta está situada em plena Serra, no interior do Parque Natural Sintra-Cascais, a igual distância das duas cidades. Com uma área de cerca de três hectares tendo o Oceano na linha do horizonte, a Quinta do Rio Touro estende-se por um vale aberto ao longo de um riacho chamado pomposamente Rio Touro.

Outras informações
Visitas: Sim, entre 10 a 15 alunos. Horários a combinar, através de contacto prévio.

MONTE DOS PICAVÉUS

Localização
Monte do Vale Roque, CCI 3028
7580-706 Santa Susana

Contactos
T. 96 032 98 01 (Samuel Félix)
Fax: 213 648 447
email:
montedospicaveus@gmail.com

Descrição
Produção de legumes, azeite, azeitonas, fruta, sumos e doces.

Outras informações
Visitas: Sim. Horários a combinar, através de contacto prévio.

QUINTA DO MONTALTO

Localização
Quinta do Montalto, Montalto, 2435-439 Olival

Contactos
André Gomes Pereira T. 932705052
Email:
andre@quintadomontalto.com
url: http://quintadomontalto.com/ email: info@quintadomontalto.com

Descrição
Localizada no centro do país, na região de Ourém, perto de Fátima, está a dar os primeiros passos na horticultura, pelo que a Quinta produz hoje um leque considerável de produtos, procurando atingir elevados patamares no que concerne à qualidade.

Outras informações
Visitas: Sim. Horários a combinar, através de contacto prévio.


QUINTA DO OUTEIRO

Localização
Quinta do Outeiro
2580-491 CarregadoLisboa

Descrição
A Aromas do Outeiro dispõe de uma estufa de 1000 m2 equipada com modernos sistemas de controlo de humidade e de temperatura onde se podem produzir hortícolas de qualidade durante todo o ano, sem recurso a pesticidas; de uma área de agricultura biológica de ar livre de 3,6 ha com horticultura, fruticultura e aromáticas; e de um pequeno pomar diverso que está agora em conversão para MPB. A vinha de uva de mesa, em produção integrada, ocupa 3,7 ha.


Contactos Teresa Agualuza 91 787 58 53, Pedro Linares 91 651 71 73, Exploração 263 852 279 email: aromasdoouteiro@oniduo.pt quintadoouteiro@oniduo.pt url: www.aromasdoouteiro.blogspot.com/ http://aromasdoouteiro.planetaclix.pt/

Outras informações
Visitas: Sim. Horários a combinar, através de contacto prévio.


QUINTA PEDAGÓGICA DOS OLIVAIS

Localização Rua Cidade Lobito, Olivais Sul, 1800-088 Lisboa

Descrição Situada na freguesia dos Olivais, a Quinta Pedagógica está integrada no Departamento de Educação e Juventude, Direcção Municipal de Acção Social, Juventude e Desporto, Pelouro da Educação, da Câmara Municipal de Lisboa.

Contactos
Tel: 21 855 09 30
Fax: 21 855 09 48
E-mail: quinta.pedagogica@cm-lisboa.pt
Site: http://quintapedagogica.cm-lisboa.pt

Horários
Outubro a Abril3ª a 6ª feira – 9h00 / 17h30

Sáb. Dom e Fer – 10h00 / 17h30
2ª Feira – Encerrada ao público
Maio a Setembro3ª a 6ª feira – 9h00 / 19h00
Sáb. Dom e Fer – 10h00 / 19h00
2ª Feira – Encerrada ao público

QUINTA DAS MARGARIDAS

Localização Rua da Julia 22 – Pegões, 2985-201 PEGÕES

Descrição
A Quinta das Margaridas organiza actividades de educação ambiental para crianças do pré-escolar ao 2º ciclo, com jogos tradicionais e programas temáticos ao longo de todo o ano.

Actividades A Quinta das Margaridas possui programas educativos para crianças do pré-escolar ao 2º ciclo. As actividades passam por aprender a fazer pão, conhecer os animais e plantas, jogos de caça ao tesouro e gincanas de jogos tradicionais, dar uma volta de pónei ou de tractor. Durante as semanas temáticas, a Quinta das Margaridas proporciona aos seus visitantes algumas actividades extra dedicadas, por exemplo, às vindimas, ao S. Martinho, aos Santos Populares ou aos Avós.

Horário de funcionamento
De Segunda a Sexta-feira, das 9h às 17h.
Visitas sujeitas a marcação prévia.

Contactos
Tlf. 217 786 460 / 265 896 534
Tlm. 936 961 822 / 933 601 510
E-mail:
email@quinta-pedagogica.net
http://www.quinta-pedagogica.net/


QUINTA PEDAGÓGICA DA GRANJA

Localização A-dos-Cãos, 2670-341 LOURES

Descrição
A Quinta Pedagógica da Granja organiza festas, aniversários e workshops para escolas, associações e grupos com actividades ligadas à natureza, promovendo o convívio.

Actividades A Quinta Pedagógica da Granja organiza festas, aniversários e workshops para escolas, associações e grupos com mais de 20 crianças. As actividades passam por jogos, confecção de pão, visitas aos animais e passeios de carroça, promovendo o equilíbrio com a natureza.

Horário de funcionamento
Segunda a Sexta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 20h.
Visitas pedagógicas de Segunda a Sexta-feira, das 9h30 às 16h.
Visitas sujeitas a marcação prévia.

Contactos
Tlf. 219 821 477
Tlm. 919 928 188
Fax. 219 821 477
E-mail:
quintadagranja@gmail.com
http://www.quintadagranja.com/

QUINTA DO MONTE VENTO

Localização Rua José Augusto Coelho 133 - 1º Reserva Natural do Estuário do Sado - Agualva de Cima, 2965-543 ÁGUAS DE MOURA

Descrição
Inserida em plena Reserva Natural do Estuário do Sado, a Quinta do Monte do Vento tem inúmeras actividades de educação ambiental, jogos tradicionais e desportos radicais, abertas a escolas, empresas e ao público em geral.

Actividades Inserida no CINZAMBU - Centro de Interpretação Ambiental do Zambujinho, em plena Reserva Natural do Estuário do Sado, a Quinta do Monte do Vento permite desfrutar de várias actividades como passeios pedestres e de BTT (com ou sem guia), peddy-papers, jogos desportivos e tradicionais, slide, escalada, rappel, tirolesa, tiro com arco, canoagem e passeios de barco no estuário do Sado. Também são organizados ateliers temáticos sobre horticultura, ervas aromáticas, reciclagem e arqueologia. As actividades estão abertas a escolas, empresas e ao público em geral. São também organizadas festas de aniversário, férias desportivas e acampamentos.

Horário de funcionamento
De Segunda a Sexta-feira, das 9h às 18h. Aos fins-de-semana é necessária marcação.

Contactos
Tlf. 212 198 910
Tlm. 912 536 286
E-mail:
catarina.magalhaes@aflops.pt

QUINTA PEDAGÓGICA DA BROEIRA

Localização Estrada de Pontével, Vale da Pinta, 2070-565 CARTAXO

Descrição A Quinta Pedagógica da Broeira tem programas e circuitos temáticos de actividades de sensibilização para a protecção do ambiente e o despertar para a natureza.

Actividades A Quinta Pedagógica da Broeira disponibiliza vários pacotes temáticos para escolas que visam fomentar a aprendizagem sobre o funcionamento das actividades agrícolas e pecuárias, tendo sempre em conta a sensibilização para a protecção do ambiente e o despertar para a natureza. Cada circuito é dedicado a uma temática como o leite, o porco, o pão, a água ou desportos de aventura.
Horário de funcionamento: Das 9h30 às 16h30. Visitas sujeitas a marcação prévia.

Contactos
Tlf. 243 719 307 / 243 759 003
Tlm. 913 451 840 / 912 236 862
Fax. 243 759 003
E-mail: geral@em-campo.com
http://www.mycamp.pt/Quinta-Pedagogica/Quinta-Pedagogica-Broeira.html

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Questionário às escolas

De forma a contribuir para a evolução do Projecto no próximo ano lectivo, a AMES elaborou um questionário tanto para as escolas que já implementaram o Projecto no seu espaço como para as que pretendem fazê-lo no futuro. O seu preenchimento poderá ser efectuado aqui.
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Com este questionário pretende-se avaliar a implementação do Projecto Hortas Pedagógicas durante o ano lectivo que agora terminou, assim como a sua potencialidade no que se avizinha, sendo possível fazer observações ou sugestões para a sua melhoria.